O protesto de fechamento da rodovia no Cariri aconteceu na manhã de segunda-feira, à altura da duplicação da ponte sobre o Rio Tamamduá, em Brejo Santo. “Este movimento é pacífico e serve exclusivamente para chamar a atenção das autoridades do setor rodoviário brasileiro”, disse deputado estadual Wellington Landim (PSB), coordenador do protesto. “Todos os deputados estaduais envolveram-se e enviamos um documento para a bancada federal do Ceará pedindo apoio, porém, ninguém se manifestou a favor do povo do Ceará”, denunciou. O caminhoneiro José Carlos Tabosa, de Santa Catarina, desceu da carreta com alimentos perecíveis que dirigia e engajou-se ao movimento: “Estou aqui como cidadão. Apoio esta ação. Nós, caminhoneiros, é que sustentamos este país, mas o Brasil não tem respeito pelo caminheiro. É muito triste”. O radialista e professor Tico RC, que estava na manifestação ao lado de um grupo de maçons, também mostrou-se solidário e indignado diante a situação: “Sou professor universitário em Milagres e preciso passar todos os dias por aqui. A situação é lastimável”. O prefeito de Brejo Santo, Guilherme Landim, um dos municípios mais prejudicados com a paralisação das obras de recuperação total da BR-116, foi enfático ao dizer que “não gostaríamos que chegássemos a este ponto, mas foi necessário por irresponsabilidade das autoridades federais”. Para o presidente da CDL de Brejo Santo, Cesar Siqueira, “este é um ato de coragem de nossos homens públicos estaduais e municipais. Não podemos ficar mais sofrendo”. No final da manifestação, o deputado Wellington Landim revelou que recebeu “finalmente”, um ofício do DNIT do Ceará dizendo que espera serem empenhados R$ 13 milhões para dar continuidade ao serviço no trecho da BR-116 no Cariri e, se tudo der certo, as obras serão retomadas até o final deste ano. “Ora, queremos é atitude mais urgente. Que o DNIT coloque seus homens e suas máquinas aqui para dar continuidade ao serviço”, exigiu.
Fonte: TV Padre Cícero.