Terceira colocada na corrida presidencial, Marina afirmou que a Rede, partido que tentará formalizar até março de 2015, quer ter autonomia para assumir posições contrárias naquilo que considerar ruim para o País, e favoráveis para o que for bom.
A ideia, segundo ela, é tentar marcar uma diferença em relação à oposição tradicional, principalmente após ter declarado apoio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno das eleições.
A ex-senadora disse que Dilma praticou "marketing selvagem" na campanha e agora tem adotado posições que usou para desqualificar adversários diante do confronto com os riscos econômicos para o Brasil.
"Temos uma série de ações que foram tomadas logo em seguida (da eleição)que era um tabu, que não podia mencionar, como, por exemplo, a questão dos preços administrados. E tudo isso foi esquecido, a diferença entre a realidade e o mundo colorido que foi apregoado pelo marketing selvagem", afirmou.
Marina não quis comentar o convite feito ao diretor-presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para assumir o Ministério da Fazenda -ele recusou.
Ficou acertado que o grupo de Marina terá que recolher até março as 32 mil assinaturas que faltam para formalizar o pedido de criação do partido. Até lá, integrantes da Rede filiados ao PSB devem manter-se na sigla.
Redação Web