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Prisões e confusão em protesto por impeachment de Dilma

Prisões e confusão em protesto por impeachment de Dilma

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
01/12/2014 às 18h14 Atualizada em 01/12/2014 às 18h14
Prisões e confusão em protesto por impeachment de Dilma
Foto: Reprodução
Cerca de 600 pessoas - segundo a Policia Militar - se concentram, na tarde deste sábado, 29, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Foi a terceira manifestação em São Paulo pelo impeachment da presidente a reeleição. Novo ato está marcado para 6 de dezembro, também na Paulista.
De acordo com o tenente da Polícia Militar Angelo Luiz Cesário, os participantes foram detidos por injúria e tentativa de agressão.
Já a confusão sobre os pedidos de intervenção militar começou quando o empresário Ricardo Roque, 44 anos, usou um megafone para pedir ação do Exército no Palácio do Planalto. Com ele, grupo de manifestantes levantava cartazes pedindo a volta dos militares ao poder -um deles, vendia camisetas e bonés com estampas camufladas por R$ 30 e R$ 15 cada, respectivamente.
Em cima de um carro de som, o cantor Lobão - que decidiu voltar às manifestações pelo impeachment após desistir do ato do último dia 15, por conta dos pedidos de intervenção militar - disse que esse tipo de pauta não é bem-vinda no protesto. “Essas pessoas aqui são tão alienígenas quanto o pessoal do MST”.
Com gritos, a maioria dos participantes do ato pediu a expulsão do grupo a favor da intervenção do Exército. A demanda foi atendida pela PM, que afastou os manifestantes.
Marcello Reis, fundador do movimento Revoltados Online, que organiza o protesto, disse que o objetivo do evento é mostrar que as eleições presidenciais deste ano foram fraudadas. Ele diz ter “provas cabais” de que a apuração dos votos foi irregular.
“Tenho parentes que foram votar e, quando chegaram, já tinham votados por eles”. Segundo ele, o protesto “é livre” e todos têm direito de expressar suas demandas, inclusive os que pedem intervenção militar. “Nós estamos vivendo uma ditadura agora.”

Provocações
O ato ficou, desde as 14 horas, concentrado no Masp e depois seguiu em direção a Consolação. Um trecho de uma das pistas da Avenida Paulista foi interditado.
Por volta das 16h30min, o grupo saiu em passeata em direção à Consolação.
Na volta ao museu, cantaram o hino nacional em frente a um edifício que abriga escritórios da Petrobras.
Durante a caminhada, o ator Ivo Borges, 29 anos, foi empurrado por um manifestante, após mostrar sinal negativo com as mãos, em desaprovação ao protesto. Ele foi orientado pela PM a não fazer provocações.
“Esse protesto é uma perda de tempo”, criticou. Também na passeata, um manifestante cuspiu no rosto de uma mulher que se disse comunista.
“Somos todos coxinhas”, brincou um membro do Revoltados Online, de cima do carro de som, após a confusão, em referência ao apelido dado a eleitores de direita em São Paulo.
Enquanto isso, um grupo de pessoas fantasiadas de personagens do seriado Chaves circulava pelo vão do Masp, em homenagem ao ator Roberto Bolaños, que morreu nesta sexta-feira, 28.
 
Folhapress