Sábado, 25 de Abril de 2026
21°C 27°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Conferência da ONU luta para conter aquecimento

Conferência da ONU luta para conter aquecimento

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
13/12/2014 às 11h54 Atualizada em 13/12/2014 às 11h54
Conferência da ONU luta para conter aquecimento
Foto: Reprodução
As reuniões entre 1º e 12 de dezembro, inauguradas com esperanças de um novo ímpeto depois do acordo climático entre a China e os Estados Unidos no mês passado, tiveram como foco o alcance das promessas que os países devem fazer no começo do ano que vem para lidar com o aquecimento global.
Estes compromissos nacionais, que têm como prazo informal 31 de março de 2015, serão a base de um acordo global a ser firmado na capital francesa em dezembro de 2015 e um passo adiante para reverter as crescentes emissões de gases do efeito estufa. Entre as opções discutidas em Lima estavam desde obrigar as nações a publicar um esboço vago de seus planos para o carbono em um site da ONU a fazer com que todas elas forneçam projeções detalhadas das toneladas de gases de efeito estufa emitidas, que seriam analisadas por especialistas.
"Há o bom, o mau e o feio", disse Alden Meyer, da União dos Cientistas Preocupados, que afirmou que o "feio" seriam as ações vagas e o "bom", os relatórios detalhados. Os delegados disseram ainda que as conversas poderiam continuar hoje.
Segundo o acordo anunciado com os EUA, a China prometeu que suas emissões chegarão ao auge em 2030, por exemplo, mas que não pode dar cifras exatas e que se opõe à ideia de uma análise de outros países.
Os EUA são favoráveis à supervisão, mas não estão insistindo para que os países estejam dispostos a endurecer seus planos caso sejam questionados.
Este ano caminha para se tornar o mais quente já registrado, e as perspectivas delineadas por um conselho de cientistas da ONU indicam que o mundo deve agir para cortar as emissões para zero antes de 2100.

Pedido de Kerry
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, pediu ontem, em Lima, aos países em desenvolvimento, responsáveis por mais da metade das atuais emissões de gases de efeito estufa, que atuem contra o aquecimento climático.
"Eu sei que é difícil para os países em desenvolvimento", mas "é imperioso que também eles atuem", declarou Kerry, durante breve visita à capital do Peru. Ele destacou que as nações industrializadas têm papel fundamental na redução das emissões de gases de efeito estufa, mas que isso não quer dizer que os outros países não tenham a obrigação de agir ou que possam repetir os erros do passado.

Protesto polêmico
Paralelamente à conferência, o presidente do Peru, Ollanta Humala, disse, também ontem, que o país está processando a organização não governamental (ONG) Greenpeace por invasão ao monumento arqueológico Linhas de Nazca. Ele exigiu um pedido de desculpas à ONG.
Esta é a primeira reação do chefe de Estado do Peru, depois de alguns ativistas da Greenpeace terem feito, na segunda-feira (8), nas Linhas de Nazca, um protesto de alerta sobre as alterações climáticas. A ação ocorreu em área estritamente proibida

Redação Web