O “desafio do 1%” acompanha o mês e funciona assim: em janeiro a pessoa guarda 1% do salário, em fevereiro 2%, março 3%, abril 4% e assim, sucessivamente, até chegar aos 12% de dezembro. Quem ganha R$ 1.500 por mês, por exemplo, seguindo este método terá no final do ano, livre para gastar com o que quiser, R$ 1.170. Isso sem contar o rendimento e o ideal é que se coloque numa caderneta de poupança que rende 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR).
Tem também o desafio das 52 semanas do ano para poupar dinheiro. A proposta é ideal pra quem não consegue se planejar e economizar. Consiste em guardar um pouquinho a cada semana. Na primeira, R$ 1; na segunda, R$ 2, e por aí vai. No final do ano, a pessoa terá R$ 1.378 para ajudar nas compras de Natal, naquela viagem de férias, comprar o material escolar etc. Além disso, juntar dinheiro para pagar à vista e ganhar um desconto ou dar uma entrada é sempre mais vantajoso do que financiar o valor total.
Análise
O professor, pesquisador e consultor de finanças pessoais e comportamentais da Universidade Federal do Ceará (UFC), Érico Veras Marques, diz que o que existe em comum nas alternativas apresentadas é a disciplina de todo mês ou semana poupar. “A regra fundamental para poupar é a seguinte: “primeiro vou poupar e o que sobrar é o que posso gastar”, afirma. Considera que no dia a dia fazemos o contrário: “se sobrar eu guardo”, mas como é difícil sobrar, nunca guardo.
Ressaltando que o fundamental é a disciplina, o professor resume o que é poupar. “Em síntese, é uma dívida pessoal com altíssima prioridade. A equação é a seguinte: Disponível Para Gastar = Renda - Poupança.” Érico Marques também destaca a importância de estabelecer objetivos (sonhos) como: viajar, estudar, comprar um carro, uma casa ou juntar para usar na aposentadoria. “Todo dinheiro poupado tem que ter um objetivo, tem que ter sentido”, avalia o especialista.
Para o consultor financeiro pessoal Kléber Rebouças, qualquer método que leve a pessoa a criar o costume de poupar é interessante. “O mais importante de tudo é se criar o hábito e entender os benefícios da poupança”, diz, sugerindo que as pessoas poupem mensalmente para aqueles pagamentos anuais como Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguro, etc. Assim é possível pagar a vista com desconto no vencimento.
“Outra dica é economizar a diferença entre o valor do produto/serviço anunciado e o pago após a negociação”, comenta. Cita, por exemplo, a compra de um produto que é anunciado por R$ 100. Na loja negocia o pagamento à vista por R$ 95. “Os R$ 5 economizados podem ir para a poupança”, completa.
O POVO Online