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Segurança e seca preocupam Camilo

Segurança e seca preocupam Camilo

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
06/01/2015 às 12h55 Atualizada em 21/03/2020 às 10h12
Segurança e seca preocupam Camilo
Foto: Reprodução




Camilo garantiu que, nos primeiros anos, vai diminuir despesas da máquina, inclusive com corte de pessoal terceirizado. Os recursos deverão ser direcionados às áreas da Saúde e Segurança Pública, ponderando que a gestão de Cid Gomes deixou dinheiro em caixa. “O Governo está organizado e enxuto, mas precisamos cortar umas gorduras que sempre existem”, declarou.
As medidas de contenção de despesas serão apresentadas amanhã, durante reunião com os secretários, para que eles possam fazer o planejamento estratégico de suas gestões para este ano. Camilo se comprometeu a retomar o chamado “Governo Itinerante”, iniciado por Cid Gomes, mas interrompido. Segundo destacou, o modelo será diferente do adotado por seu antecessor, mas terá intenção de aproximar população da gestão.

Violência
Área mais criticada no Governo Cid Gomes, a Segurança Pública deve ser um dos temas mais abordados por Camilo durante o seu mandato, pois terá a obrigação de reduzir os índices de violência ainda altos no Estado. Em entrevista, ele afirmou que vai criar um comitê que possivelmente será presidido pela vice-governadora Izolda Cela, reunindo as áreas da Saúde, Educação e Esporte para integrar essas pastas, visando melhoria dos índices de violência na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e municípios do Interior.
“Vamos criar o programa Abraça Ceará ou Ceará Pacífico e vamos ter que fazer adequação conjunta com o Governo com vários braços para chegar lá, colocar uma ação de saúde, assistência social e esporte. O secretário de Segurança compreende que o problema da segurança não é só Polícia”, disse.



Santana quer reunir em um grupo Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Segurança, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Tribunal de Justiça para discutir melhorias para a área. “Sabemos que a Segurança é de responsabilidade do Estado, mas não é só do Estado. Esse pacto tem que ser feito”, alega.
Para a Saúde, além de ampliar equipamentos criados no Governo Cid Gomes, ele pretende qualificar o atendimento. Para Camilo, é preciso pensar em reformas no modelo de saúde vigente não somente no Estado, mas em todo o País. O objetivo é otimizar recursos e trabalhar com foco em metas e resultados, além de propor um pacto entre Estado e municípios cearenses estabelecendo metas, como foi feito na área da Educação.
Camilo Santana também defendeu uma nova forma de sub-financiamento da saúde para melhorar a situação atual da rede. Segundo ressaltou, os recursos para a área não são suficientes. O Hospital do Cariri, explicou o gestor, custou aos cofres públicos R$ 110 milhões e necessita atualmente de R$ 100 milhões por ano apenas para a sua manutenção.
“Eu defendo que o dinheiro não vá para o Governo Federal, mas para os estados e municípios. O problema não é construir mais equipamentos, é manter. O Governo não está repassando direito”, reclamou.

Diálogo
Ainda nesta semana, o governador se comprometeu a conversar com todos os 46 deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura, podendo começar as conversações com o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque (PROS). Ele disse estar aberto a conversar, inclusive com opositores, desde que eles estejam dispostos ao diálogo. “O Governo tem que estar aberto a ouvir e dialogar com todos, porque eu não sou governador de oposição ou situação. Eu vou começar a receber todos os deputados esta semana. Quem não quiser ir fica a critério”, afirmou.
Dos gestores do primeiro escalão, ainda não foram empossados o secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, senador Inácio Arruda, e a deputada Mirian Sobreira, que assume a Secretaria de Política sobre Drogas. Inácio terminará o mandato no Senado, que se encerra em 31 de janeiro, e será empossado no dia 2 de fevereiro.
Já Mirian Sobreira (PROS) depende da aprovação da reforma administrativa, que será enviada por Camilo Santana à Assembleia Legislativa, já que a secretaria que ela vai assumir tem hoje o status de coordenadoria e deve passar por mudanças.

Diário do Nordeste