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Detentos jogavam videogame e fabricavam cachaça

Detentos jogavam videogame e fabricavam cachaça

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
09/01/2015 às 13h47 Atualizada em 09/01/2015 às 13h47
Detentos jogavam videogame e fabricavam cachaça
Foto: Reprodução
O secretário-executivo de Ressocialização de Pernambuco, Humberto Inojosa, deixou o cargo na quarta-feira passada, antes da veiculação do novo vídeo pelo Jornal Nacional, na TV Globo.
Nas novas imagens, os presos aparecem circulando pelo presídio portando facas e celulares, consumindo drogas e fabricando aguardente artesanal. Outros encarcerados são mostrados em momentos de diversão: participando de uma festa com música eletrônica dentro de uma cela e jogando videogame.
Parte dos detentos também aparece preparando material de construção para erguer ”puxadinhos” em cima das celas. Em outro pavilhão, são mostradas cenas com a venda de alimentos e de material de limpeza. Parte dos detentos também ganha dinheiro trabalhando como barbeiros nos corredores do presídio.
A reportagem da TV Globo ainda exibiu a entrevista de um ex-detento que cumpriu pena por assalto até o ano passado. Ele afirma ser fácil adquirir drogas dentro do presídio, alegando que “todo pavilhão tem fornecedor: Quando o detento não consegue pagar, “muitas vezes ele morre, fica aleijado. Perde um braço ou a vida”, disse o ex-condenado, sem querer identificar-se.
A Secretaria-Executiva de Ressocialização de Pernambuco recusou-se a comentar o assunto, alegando que o novo gestor da pasta ainda vai ser empossado.
Numa entrevista coletiva à imprensa local, o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, afirmou que novos presídios serão construídos e prometeu intensificar as revistas dos presos.

Briga na cadeia
Na segunda-feira passada, outro vídeo exibido pela TV Globo mostrava uma briga entre detentos armados com facas no mesmo presídio.
Na quarta-feira, Inojosa, que há três meses estava no cargo, pediu demissão. Assumiu o lugar dele o coronel reformado da Polícia Militar de Pernambuco, Éden Vespaziano.
A crise também motivou a realização de uma revista em um dos pavilhões na quarta-feira. Foram apreendidos 58 facões, 56 facas, 14 celulares, cachaça artesanal, cola de sapateiro, maconha e crack.
O Complexo Prisional do Curado é formado por três presídios e abriga sete mil detentos. A unidade, contudo, tem capacidade para apenas 1.800 pessoas.

Folhapress