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Internado, ministro Cid Gomes não pôde ir à Câmara prestar esclarecimentos

Internado, ministro Cid Gomes não pôde ir à Câmara prestar esclarecimentos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
12/03/2015 às 11h32 Atualizada em 12/03/2015 às 11h32
Internado, ministro Cid Gomes não pôde ir à Câmara prestar esclarecimentos
Foto: Reprodução
Após participar de seminário na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, onde a temperatura marcava -11ºC, ele regressou ao Brasil no início da semana com febre e dificuldade de respiração. Após exames, foi diagnosticada traqueobronquite aguda - inflamação dos canais que levam o ar para os pulmões.
Na manhã de ontem, a assessoria da pasta protocolou pedido na Câmara para adiar a convocação do ministro, prevista para a tarde de ontem - a presença é obrigatória. No despacho, é feita uma solicitação para que seja agendada uma nova data.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), definiu a nova data do depoimento de Cid Gomes ainda ontem. O peemedebista informou que a nova convocação será na próxima quarta-feira (18).
Os deputados federais aprovaram a convocação diante de declaração feita por ele, em Belém, em evento na Universidade Federal do Pará, de que a Câmara tem "uns 400 deputados, 300 deputados" achacadores. "Tem lá uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior melhor para eles", disse.
"Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas", acrescentou Cid em declaração feita no mês passado.

Diagnóstico
O Hospital Sírio-Libanês informou, por meio de boletim médico divulgado ontem, que o ministro foi diagnosticado com "sinusite, traqueobronquite aguda e pneumopatia".
Segundo a unidade, o político foi internado na terça-feira, após ser avaliado com a piora de um quadro de febre, associada a dor muscular, cefaleia (dor de cabeça) intensa, tosse e calafrios. O hospital afirmou que Cid Gomes foi medicado com antibióticos por via venosa e oral, corticosteroides e fisioterapia. No boletim, o hospital não informou o atual estado de saúde do ministro da Educação nem se há previsão de alta hospitalar.
De acordo com o Sírio-Libanês, as equipes médicas que acompanham o ex-governador são coordenadas pelos médicos David Uip e Roberto Kalil Filho.

Adiamento
O depoimento estava marcado para 15h de ontem, mas o Ministério da Educação enviou ofício à Câmara pedindo o adiamento.
O ofício foi assinado pelo ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, e dizia que Cid não poderia comparecer à Casa, pois tinha sido "acometido de doença que provocou sua internação (...) sem definição a respeito da respectiva alta médica".
O pedido gerou reação de alguns deputados. O líder do PMDB na Casa, Leonardo Picciani (RJ), informou ontem à noite por meio do perfil no Facebook que protocolou requerimento para criar uma comissão externa com o objetivo de investigar as condições de saúde do ministro.
A comissão seria formada por deputados médicos. "Se ele estiver mentindo, a Câmara tomará as providências previstas", disse.

Visita
Após compromissos em Brasília, o governador Camilo Santana (PT) foi a São Paulo visitar o ministro, segundo a assessoria de comunicação do governador.

Diário do Nordeste