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Catunda e mais 9 municípios só tem água até julho

Catunda e mais 9 municípios só tem água até julho

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
21/06/2015 às 19h41 Atualizada em 21/06/2015 às 19h41
Catunda e mais 9 municípios só tem água até julho
Foto: Reprodução
Futuro
Se a condição é de alerta nestes meses que sucedem a quadra chuvosa, a chegada do segundo semestre assusta. Na maioria dos municípios que terão mananciais esvaídos brevemente, a solução é investir na abertura de poços. Segundo Hélder Cortez, encontros semanais estão sendo realizadas entre os órgãos que gerenciam os recursos hídricos no Estado para desenvolver e implantar soluções. Na sexta-feira, 19, técnicos que estavam no Interior se reuniram com o gerente para compartilhar a situação e pensar o futuro.
Para junho e julho, a pós-estação, não há perspectiva forte de chuva. Como este período é caracterizado por sistemas climáticos extremamente variáveis, não é possível traçar previsões concretas, explica o meteorologista Leandro Valente, da Fundação Cearenses de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Por isso, economizar toda a água armazenada é fundamental para manter o abastecimento no Ceará.
Em algumas cidades, poços já começaram a ser cavados. Em Novo Oriente, distante 397 quilômetros da Capital, o abastecimento vem sendo feito pelo açude Flor do Campo - que integra a lista de 33 reservatórios cearenses no volume morto. Pedro Brás, secretário da Agricultura do Município, aponta os poços como solução. “As autoridades locais estão preocupadas”, comenta.
Para reforçar a vazão, dois poços que já existiam dentro do açude estão sendo reativados. Eles foram construídos por proprietários dos terrenos que deram lugar ao reservatório e, com o baixo volume, foram encontrados. “O medo é ficar sem água em dois meses mesmo com os poços”, reconhece Pedro.

Reservas
Segundo boletim de monitoramento da Cogerh, dos 153 açudes cearenses, 33 estão no volume morto e 16 estão secos. Além desses reservatórios, responsáveis majoritários pelo abastecimento, as cisternas e os carros-pipa entram como alternativas para evitar colapso. Segundo Dedé Teixeira, secretário estadual do Desenvolvimento Agrário, a situação é mais confortável nas localidades que tiveram cisternas totalmente abastecidas. Mas, como os índices de chuvas se diferem entre as regiões, alguns depósitos só conseguiram a metade da capacidade. “Não pode ter uso irregular. Ou, em agosto e setembro, o interior começará a ficar muito dependente do carro-pipa”, diz Dedé.


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