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Governo Dilma perde aliados e não evita 'pauta-bomba' no Congresso Nacional

Governo Dilma perde aliados e não evita 'pauta-bomba' no Congresso Nacional

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
06/08/2015 às 08h03 Atualizada em 06/08/2015 às 08h03
Governo Dilma perde aliados e não evita 'pauta-bomba' no Congresso Nacional
Foto: Reprodução
Antes, Temer havia reconhecido que o cenário atual é "grave", mas disse que "é preciso pensar no País acima dos partidos, acima do governo" e que não há como "trabalhar separadamente". Ao longo do dia, o vice-presidente teve reuniões para tratar da pauta de votações no Congresso Nacional, em um esforço para desarmar a série de "bombas fiscais" que, caso sejam aprovadas, provocarão mais gastos e terão efeitos sobre as contas públicas.
Além da PEC 443/09, que aumenta o salário de advogados da União e de outras carreiras ao vincular sua remuneração ao subsídio do Supremo Tribunal Federal, o Congresso deve votar outras matérias com impacto nos cofres públicos e estão sendo chamadas de "pauta-bomba". São propostas que aumentam os gastos do governo, entre elas, a que altera a correção do FGTS.
Pela manhã, Temer recebeu líderes da base no Senado. Depois, conversou no Planalto com líderes da base na Câmara; e recebeu, na sequência, os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, em seu gabinete.
"Na pauta dos valores políticos temos, muitas vezes, a ideia do partido político como valor, do governo como valor e do Brasil como um valor, mas nessa pauta de valores, o mais importante é o valor Brasil, o valor País e estamos pleiteando exata e precisamente que todos se dediquem a resolver os problemas do País", declarou.

Saída da base aliada
Apesar dos apelos no sentido contrário, a maior parte dos aliados de Dilma Rousseff manifestou intenção de votar a favor do primeiro item da "pauta-bomba" do semestre, que eleva o salário de parte da cúpula do funcionalismo público. Até o fechamento desta edição, o tema estava sendo votado na Câmara.
Em atrito com o governo desde o pacote de ajuste fiscal, o PDT, do ministro Manoel Dias (Trabalho), anunciou em plenário o rompimento com o Planalto. O PTB também falou em votar contra o governo nos próximos dias. Antes de iniciar a votação da PEC 443/09, a Câmara concluiu a segunda sessão que discutiu os projetos que tratam das contas de governos anteriores ao da presidente Dilma.

Redação Web