O cartão estará disponível às empresas sem custo de anuidade e com taxas a partir de 1,79% ao mês, sujeitas a variações referenciadas pela taxa Selic. Para empresas que não são associadas à Fiec, as taxas partem de 1,82% ao mês. "A taxa melhor para associados faz parte deste acordo de cooperação para incentivar as empresas a se associarem ao sistema Fiec", apontou João Robério Messias, superintendente estadual do BNB.
Para ter acesso ao cartão, os empresários devem se dirigir à unidade de fomento ao crédito da Fiec e solicitar a inclusão no programa. De acordo com o gerente do núcleo, Fernando Aragão, a unidade irá confirmar a associação da empresa à Fiec e a encaminhará a uma agência do Banco do Nordeste de preferência do empresário. "A partir daí, vai ter um processo de avaliação do limite, que pode chegar a R$ 3 milhões", explicou.
Na avaliação de Beto Studart, presidente da Fiec, a iniciativa fortalecerá a indústria de modo que o setor chegue a 2017 mais bem preparado. Ele apontou que o momento exige tolerância por parte dos empresários, dos fornecedores e da sociedade, para que a situação não fique ainda mais difícil. "Esse momento da economia brasileira me entristece particularmente, porque se desmorona à nossa frente como uma pedra de gelo".
Desigualdade regional
O empresário ainda cobrou que a classe política tenha força para colocar em prática o que é necessário para o desenvolvimento do Nordeste, destacando que a região "continua no fosso da desigualdade regional". "Estamos sempre relegados a um segundo plano. Ou não estamos exercitando o nosso pensamento, ou estamos deixando que outras pessoas, que não têm a capacidade, nos liderem".
Studart elogiou os efeitos do programa federal Bolsa Família para o crescimento econômico da população do Nordeste, apontando que a medida restabeleceu a dignidade do cidadão nordestino ao dar oportunidade que ele possa enviar os filhos à escola e recebê-los de volta em uma casa.
"Já vi muita casa de taipa e hoje não vejo mais. O que vejo são casas feitas de tijolos", ressaltou o presidente.
Automática
Já Marcos Holanda, presidente do Banco do Nordeste, destacou que o banco deve agir como um meio de transformação da economia a partir do atendimento às demandas dos clientes. "Antes, cada vez que o empresariado precisava de um crédito, ele tinha que submeter uma proposta que passava por toda a burocracia do banco. Agora, essa aprovação é automática".
Segundo a secretária Nicolle Barbosa, do Desenvolvimento Econômico do Ceará, a iniciativa é de extrema importância, principalmente por retirar a burocracia envolvida nas operações de crédito. "É uma ação que vem em boa hora, em um momento em que é preciso reinventar o modo de fazer as coisas para se ter um resultado melhor, podendo passar por essa crise e continuar forte".
Diário do Nordeste