28/08/2015 - Segundo o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeiro grau da Operação Lava Jato, os valores das propinas pagas no esquema de corrupção da Petrobras já vinham embutidos nos contratos com as empresas. Ou seja, a própria estatal arcava com os custos.
"O preço da propina a Paulo Roberto Costa estava embutido nos contratos. Quem suportava o ônus desse preço era a Petrobras", disse Moro. Costa é ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. O juiz falou da condenação de empreiteiros das empresas OAS e Camargo Corrêa.
Sérgio Moro participou da palestra "Aspectos Controvertidos do Crime de Lavagem de Dinheiro", a convite da Procuradoria da República, em São Paulo.
Questionado sobre a quantidade de prisões realizadas na Lava Jato, o magistrado rebateu as críticas de que elas tenham sido feitas em excesso. Ele citou a Operação Mãos Limpas, deflagrada na década de 90 para o enfrentamento da corrupção na Itália, onde 800 prisões foram realizadas.
Redação Web