Segundo o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, a ideia de o governo agir em conjunto com os Estados atingidos é dar força para a ação e conseguir tirar do papel as medidas para revitalizar a Bacia do Rio Doce e pagar as indenizações à população afetada. Adams explicou ainda que o dinheiro vai para um fundo, que será gerenciado pela Justiça. O pagamento não vai ser feito todo de uma vez, mas sim com base no faturamento ou no lucro das três empresas.
Já a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, voltou a afirmar que a recuperação ambiental das regiões atingidas deve levar, no mínimo, uma década. Ela fez questão de ressaltar que o episódio não é um desastre natural, e que as empresas têm de pagar pelo que aconteceu.
A Samarco também foi multada em R$ 1,2 milhão pelo Ministério Público do Estado de Minas por não ter depositado na data prevista o valor integral de R$ 500 milhões estabelecido em Termo de Compromisso Provisório para pagamento de danos pelo rompimento da barragem de Mariana no dia 5. Ontem, mais três corpos de vítimas foram identificados, subindo o número para 11, no total.
Redação Web