De acordo com o Estadão, o deputado declarou ter lido a "peça" de 190 páginas no fim de semana e escreveu pessoalmente dez páginas para integrar sua defesa. "Eu tenho conhecimento integral das 190 páginas da peça para dizer que é uma peça teatral. Ali não tem fatos, só atos teatrais", reforçou.
Sobre o boletim de ocorrência relacionado ao deputado Fausto Pinato, ex-relator do processo instaurado no Conselho de Ética, Eduardo Cunha confirmou ter estado sob posse de várias cópias do documento, entregues a ele por "várias pessoas" na véspera, e reiterou o caráter públicos dos mesmos.
Uma das cópias, inclusive, foi enviada a Cunha pelo secretário de Segurança de São Paulo depois que Pinato relatou supostas ameaças. "Não tenho nenhum problema. É um documento público, qual o problema de eu ter um documento?".
A Polícia Federal apreendeu no bolso do paletó de Cunha o boletim ocorrência em que o deputado Fausto Pinato relata crime de ameaça. Para a PGR, o "interesse incomum" de Cunha pelo documento reforça a suspeita em torno da atuação do peemedebista para pressionar o então relator do processo.
O presidente da Câmara ainda afirmou que as cópias de documentos que tinha relacionados a contas no exterior eram cópias no inquérito. "Eu tirei cópia do que estava no inquérito, do que ele mesmo propôs", afirmou. "Eu desafio a vocês entregarem a peça (que pede seu afastamento) a 200 juristas. Vai ter 200 juristas dizendo que a peça não tem menor sentido", completou.
Eduardo Cunha disse não temer o processo contra ele no Conselho de Ética. "É processo de natureza política que tem que ser enfrentado", afirmou. Questionado se algo tirava o seu sono, ele rebateu: "nada me tira o sono, mas a mentira me tira a tranquilidade".
Redação Web