Anteontem, ela jogou dois volumes de um processo na cabeça do magistrado, que não ficou ferido. Adriana foi liberada após pagar fiança. A polícia informou que Roth presidia uma audiência de rotina quando a universitária, que cursa o 1.º ano de Direito em uma universidade na capital, pediu para acompanhar a sessão.
Durante os trabalhos, Adriana passou a interferir nas considerações dos participantes da audiência. Segundo registro da polícia, ela foi advertida por Roth, que pediu que ela permanecesse em silêncio, mas Adriana "bradava palavras desconexas" e foi retirada da sala.
Em seguida, ela retornou ao plenário e partiu em direção ao juiz. Adriana ultrapassou o cercado que separa a tribuna do plenário falando palavras desconexas, pegou dois volumes de um processo que estava na mesa do magistrado e jogou na cabeça dele. Ela foi contida por policiais militares, tentou se desvencilhar e recebeu voz de prisão em flagrante.
No 4.º Distrito Policial (Consolação), Adriana foi autuada por desacato, resistência e dano ao patrimônio. Após pagar fiança no valor de um salário mínimo, ela foi solta para responder em liberdade. A reportagem tentou contato, mas não houve retorno aos telefonemas. A assessoria de imprensa do presidente do TJM, juiz Silvio Oyama, informou que foi determinada uma investigação para apurar o caso. Segundo a polícia, a universitária tem histórico de agressões. Ela teria atacado dois delegados e, no dia 24, arranhou o rosto de d. Odilo, aos gritos de "comunista".
Estadão Conteúdo