Para Guimarães, as ruas estão com o governo e esta foi "uma derrota momentânea". Ele afirma que o governo ainda tem condições de mudar o resultado no Senado. "É uma derrota momentânea, mas que pode significar uma vitória no Senado. A guerra será lenta, gradual, segura e prolongada. O vice-presidente da República (Michel Temer) não reúne a menor condição de comandar o País, portanto apostamos que vamos reverter", declara.
O líder do governo ainda disse que a votação deve ser levada à Justiça, mas preferiu não comentar. Segundo ele, essa questão fica a cargo do advogado-geral da União, José Eduardo Cardoso. "A minha responsabilidade agora é a luta política com dignidade. A minha palavra é de muito respeito aos deputados do PT, PR, PDT, PSB, PTN, PROS, PT do B e dos partidos que nos apoiaram. Eles demonstraram compromisso com a legalidade e a democracia brasileira. Nós perdemos porque os golpistas foram mais fortes sob o comando do Eduardo Cunha. Estamos firmes, e este País vai se levantar", afirmou.
A bancada cearense na Câmara Federal foi uma das que, proporcionalmente, mais votou a favor da continuidade do mandato de Dilma Rousseff. Dos 22 parlamentares, dez votaram a favor, nove contra, uma se absteve e um se ausentou.
Redação Web