12/05/2016 às 07h50Atualizada em 12/05/2016 às 08h03
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Pimentel, permaneceu na Casa, oscilando entre momentos no Plenário e em reuniões. No fechamento desta edição, o discurso dele no plenário, que iria ser feito de improviso, estava previsto para as 4h30, já na madrugada de hoje.
Antes, entretanto, em entrevista ao Diário do Nordeste, o senador disse não haver crime de responsabilidade. O que há, sim, disse ele, é o fato de o PMDB tentar entrar no governo pela porta dos fundos.
"Esse impeachment foi comprado por R$ 45 mil à advogada Janaína Pascoal. Depois foi dado entrada na Câmara e passou por avaliação prévia do deputado afastado Eduardo Cunha. E, no início de dezembro, recebido por conta de uma retaliação contra o PT", disse, ao complementar que esta é a primeira vez que um presidente da República é responsabilizado por aquilo que ele não é parte. "Não tem nenhum ato de corrupção e nem lesivo. Não tem nenhuma base legal", reforçou o parlamentar.
Demonstrando o clima de rompimento com o outrora aliado PMDB, Pimentel alfinetou o ex-aliado ao se referir à parceria entre os dois partidos. "A razão de ser de todo partido político é chegar ao poder. Parte deles opta por fazer isso pelo voto democrático e popular. Outros, que não têm essa capacidade, preferem entrar pela porta dos fundos, através de um golpe em um pedido de impeachment sem base legal", ironizou.
Quando foi fazer a inscrição para falar na sessão que decidiu o afastamento de Dilma, Eunício constatou que ficaria só no 4º bloco de inscrições. Por isso, ele não se inscreveu e ficou aguardando para ver até que horas iria a sessão. O líder do PMDB no Senado afirmou, antes, que votaria sim, favorável ao prosseguimento do impeachment. A justificativa dele, que procurou ser discreto durante a tramitação do processo, tem como base a 'perda de força' do governo Dilma de liderar o processo de retomada do crescimento.
Eunício disse ter respeito por Dilma. Para ele, a presidente é uma pessoa séria. "Considero que não haja desvio na conduta pessoal, mas que não há mais clima para que ela continue. É doloroso constatar que o governo não tem mais força. É um processo duro, mas, neste momento, necessário".
"Eu procurei ter equilíbrio nesse processo. E por que isso? Porque Dilma foi, sempre, muito correta comigo e com o Ceará", reforçou, ao complementar que o rompimento da aliança entre o seu partido e o PT se deu ainda em 2014, após a eleições.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), cujo discurso estava previsto para 1h30, afirmou que votaria a favor da admissibilidade do processo de impeachment em virtude da comprovação do crime de responsabilidade cometido por ela e também pelos brasileiros. "Nós vamos votar favorável em função de estar sobejamente comprovado o crime de responsabilidade cometido por esse governo e em função de outras transgressões que apareceram e aparecerão durante esse processo", disse.
Na entrevista ao Diário do Nordeste, o tucano ressaltou ainda que também vota pelos brasileiros "que não suportam mais viver com a economia em destroços" e que possuem uma presidente que não consegue mais erguer a economia e devolver os empregos perdidos.