Sábado, 29 de Agosto de 2026
21°C 36°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Fim do Ministério da Cultura vai gerar economia pífia, dizem artistas

Fim do Ministério da Cultura vai gerar economia pífia, dizem artistas

13/05/2016 às 18h18 Atualizada em 13/05/2016 às 18h18
Por: Thiago Rodrigues
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Mais conhecidos nomes da defesa de músicos e dos direitos autorais no Brasil, as duas instituições reúnem, entre outros artistas, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan, Erasmo Carlos, Ivan Lins, Leoni, Frejat e Fernanda Abreu.
No texto, os grupos classificam a fusão dos dois ministérios como "um grande retrocesso", que gerará economia "pífia" à máquina pública e "não justifica o enorme prejuízo que causará para todos que são atendidos no país por políticas culturais".
"O Ministério da Cultura é o principal meio pelo qual se pode desenvolver uma situação de tolerância e de respeito às diferenças, algo fundamental para o momento que o país atravessa."
A carta traz ainda um histórico da pasta, criada em 1985 pelo então presidente José Sarney, extinta em 1990 por Collor e retomada no final do mesmo governo, quando foi criada a lei Rouanet.
O ministério, dizem as instituições, teve sua estrutura e relevância ampliadas a partir de 1999, com a criação do Iphan, da Cinemateca Brasileira, da Funarte, do Ibram, da Fundação Palmares, do Programa Cultura Viva e do Plano Nacional de Cultura, entre outras iniciativas.
"Foi o MinC que conseguiu criar condições para que tenhamos hoje uma indústria do audiovisual dinâmica e superavitária. O mesmo está sendo feito agora com outros campos, como por exemplo o da música."
Com a fusão, a gestão da cultura será feita por uma secretaria do Ministério da Educação, que volta a ser MEC. O democrata Mendonça Filho (PE) foi nomeado para assumir o comando da pasta.
À reportagem, o novo ministro disse que não há motivos para a classe artística se preocupar. Segundo ele, as duas linhas "serão contempladas".
"Você pode ter dois ministérios com pouca força ou duas áreas fundamentais cada vez mais fortalecidas", defendeu.

Folhapress
Publicidade
Publicidade