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PF deflagra nova fase da operação Lava Jato que investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro

PF deflagra nova fase da operação Lava Jato que investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
07/07/2016 às 13h51 Atualizada em 07/07/2016 às 13h51
PF deflagra nova fase da operação Lava Jato que investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro
Foto: Reprodução
Segundo a PF, a nova etapa investiga instituição financeira do Panamá que estaria atuando no Brasil, sem autorização do Banco Central com o objetivo de abrir e movimentar contas em território nacional com o objetivo de viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior.  Um dos alvos da força-tarefa é Edson Paulo Fanton, representante da instituição financeira panamenha. Ele está sendo ouvido em Santos.
Conforme a PF, a linha de investigação aponta que o banco, ao funcionar como uma agência de private banking no Brasil, tinha como produto, também, a comercialização de empresas offshore, as quais eram registradas pela Mossak Fonseca, empresa que já foi alvo da 22ª etapa.
 "Os serviços disponibilizados pela instituição financeira investigada e pelo escritório Mossack Fonseca foram utilizados, dentre diversos outros clientes do mercado financeiro de dinheiro 'sujo', por pessoas e empresas ligadas a investigados na Operação Lava Jato, sendo possível concluir que recursos retirados ilicitamente da Petrobras possam ter transitado pela instituição financeira investigada", afirma a PF em nota.

"Caça-Fantasmas"
A operação "Caça-Fantasmas" é um desdobramento da 22ª fase, batizada de "Triplo X", e investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de ativos e organização criminosa transnacional.
O nome é uma referência utilizada para a identificação remete, dentre outros aspectos, a um dos objetivos principais da investigação - que foca na apuração de verdadeira extensão obscura da instituição bancária no Brasil, bem como a vasta clientela que utiliza de seus serviços e do escritório Mossack Fonseca para operações financeiras com características de ilicitude e de forma oculta.
Os investigados estão sendo levados às sedes da Polícia Federal nas respectivas cidades onde foram localizados a fim de prestarem os esclarecimentos necessários. Como se tratam de situações de conduções coercitivas, os investigados serão liberados após serem ouvidos no interesse da apuração em curso.

Redação Web