Segundo a PF, a nova etapa investiga instituição financeira do Panamá que estaria atuando no Brasil, sem autorização do Banco Central com o objetivo de abrir e movimentar contas em território nacional com o objetivo de viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior. Um dos alvos da força-tarefa é Edson Paulo Fanton, representante da instituição financeira panamenha. Ele está sendo ouvido em Santos.
Conforme a PF, a linha de investigação aponta que o banco, ao funcionar como uma agência de private banking no Brasil, tinha como produto, também, a comercialização de empresas offshore, as quais eram registradas pela Mossak Fonseca, empresa que já foi alvo da 22ª etapa.
"Os serviços disponibilizados pela instituição financeira investigada e pelo escritório Mossack Fonseca foram utilizados, dentre diversos outros clientes do mercado financeiro de dinheiro 'sujo', por pessoas e empresas ligadas a investigados na Operação Lava Jato, sendo possível concluir que recursos retirados ilicitamente da Petrobras possam ter transitado pela instituição financeira investigada", afirma a PF em nota.
"Caça-Fantasmas"
A operação "Caça-Fantasmas" é um desdobramento da 22ª fase, batizada de "Triplo X", e investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de ativos e organização criminosa transnacional.
O nome é uma referência utilizada para a identificação remete, dentre outros aspectos, a um dos objetivos principais da investigação - que foca na apuração de verdadeira extensão obscura da instituição bancária no Brasil, bem como a vasta clientela que utiliza de seus serviços e do escritório Mossack Fonseca para operações financeiras com características de ilicitude e de forma oculta.
Os investigados estão sendo levados às sedes da Polícia Federal nas respectivas cidades onde foram localizados a fim de prestarem os esclarecimentos necessários. Como se tratam de situações de conduções coercitivas, os investigados serão liberados após serem ouvidos no interesse da apuração em curso.
Redação Web