A decisão foi tomada com base em uma questão de ordem apresentada pelos deputados federais Orlando Silva (PC do B-SP) e Erika Kokay (PT-DF), que alegaram não haver razão determinada para a instalação da comissão de inquérito.
A iniciativa havia sido criada em maio a pedido do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), alvo recorrente de manifestações organizadas pela entidade estudantil, e foi criticada por partidos de esquerda.
No requerimento de criação, ele ressaltou que o objetivo era investigar "atitudes tidas como suspeitas" em convênios da entidade estudantil com órgãos federais e na aplicação do dinheiro recebido a título de indenização pelos danos sofridos na ditadura militar.
Não é a primeira vez que Maranhão desfaz uma decisão tomada por Cunha após o pedido de renúncia do peemedebista. Na sexta-feira (8), ele também demitiu o diretor da Secretaria-Geral da Mesa, Silvio Avelino. O funcionário havia sido colocado no cargo por Cunha e era considerado um dos seus principais aliados nas manobras realizadas pelo peemedebista na Câmara dos Deputados.
Folhapress