As conversas com Borges, apontado como um tesoureiro informal do senador, são de agosto de 2014, em meio a campanha presidencial na qual Aécio Neves concorreu com a presidentes afastada, Dilma Rousseff. Em 27 de agosto, Oswaldo pergunta a Otávio se era possível “falar na quinta às 19h em Sp”. Dois dias depois, Otavio responde: “Já foi feito”. Oswaldo agradece no mesmo dia: “Obrigado Otavio. Com vc funciona!!!rsrs”. Conforme a PF, as mensagens aparentemente contradizem o Termos de Declaração de Otávio no tocante a forma como se davam as doações eleitorais.
“Observa-se que tanto na mensagem para Manoel Araujo como na mensagem para Oswaldo Borges, Otávio encaminha, praticamente no mesmo horário do dia 29/08/2014, a mensagem “Já foi feito”, sendo que ambos agradecem. Informações em fontes abertas associam Oswaldo Borges da Costa Filho à Aécio Neves (seria genro do padrasto de Aécio)”, aponta o relatório.
Em sua delação, porém, Otavio Marques de Azevedo não delatou qualquer tipo de pagamento de propina ou fraudes praticadas em licitações à época que Aécio Neves era governador de Minas Gerais.
Redação Web