Segundo as investigações, a família de Lula sabia dos planos de usar o prédio para o instituto. O projeto, destaca a PF, seria de reforma total do imóvel, incluindo auditório, sala para exposição e até apartamento com cinco suítes na cobertura. O documento foi localizado em uma pasta endereçada a Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, e apreendida pela Polícia Federal, no início deste ano, no sítio de Atibaia (SP).
Embora o prédio tenha sido efetivamente comprado pela DAG, o Instituto Lula não ganhou a sede e acabou sendo instalado no prédio do antigo Instituto Cidadania, no Ipiranga, onde permanece até hoje. Os responsáveis pela compra teriam desistido do projeto original de uso depois de descobrir que o imóvel estava envolvido em pendências judiciais dos antigos proprietários. Conforme os documentos apreendidos, o preço de venda do prédio seria de R$ 10 milhões e as dívidas pendentes de R$ 2,3 milhões.
"O terreno foi objeto de negociação para atender os interesses do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca a PF.
Redação Web