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Datas indefinidas deixam em xeque abertura do Hospital Regional do Sertão Central

Datas indefinidas deixam em xeque abertura do Hospital Regional do Sertão Central

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
14/07/2016 às 16h53 Atualizada em 14/07/2016 às 16h53
Datas indefinidas deixam em xeque abertura do Hospital Regional do Sertão Central
Foto: Reprodução
O ofício é assinado pelo secretário de Saúde Henrique Javi. Na primeira das quatro datas estipuladas, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) diz concluir a fase administrativa de gestão por processos e validação da usabilidade. Em seguida promete botar para funcionar serviços como ambulatórios médicos e centro cirúrgico eletivo. O funcionamento pleno de todas as funcionalidades que o HRSC dispõe, de acordo com o ofício, é previsto para até 30 de março de 2017.
Datado de 11 de maio de 2016, o documento é uma resposta solicitada pelo promotor Vicente Anastácio Bezerra, após converter um procedimento extrajudicial interno que investigava o impasse da abertura hospital, em Inquérito Civil Público. "Na portaria determinei que fosse oficiado o secretário da pasta para que informasse o que estava acontecendo, porque a unidade não funcionava, já que havia previsão para a população, mas é promessa não cumprida e é preciso explicar", argumenta o promotor.

Diferenças
As datas apresentadas no documento diferem de todas as prometidas, até agora, pelo chefe do poder público estadual. A última foi dada no dia 6 de junho. "Entre o final de junho e o início de julho de 2016", afirmou Camilo durante transmissão de vídeo em seu perfil no Facebook.
O ofício também é confuso ao afirmar dispor de serviços de internação até 30 de fevereiro, data que não existe no atual calendário gregoriano. Para o presidente da Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secção Ceará, Ricardo Madeiro, o documento é visto como uma tentativa de "jogar panos mornos" em futuras cobranças. "Não tive acesso (ao documento) mas acredito que já estejam se antecipando de uma cobrança", afirmou.
Ricardo Madeiro liderou uma comissão da Ordem que visitou as dependências do hospital em maio deste ano. Ele diz que o resultado da análise do grupo será discutido em audiência pública, marcada para o fim deste mês e o início de agosto. "O que falta é a conclusão da obra e o chamamento do pessoal que foi aprovado no processo seletivo".
Inaugurado em dezembro de 2014, o HRSC ainda permanece fechado. Um dos maiores empecilhos é o custeio de R$ 100 milhões anuais. Em dezembro de 2015, Camilo disse ter garantido 50% da verba com o então ministro da Saúde, Marcelo Castro, durante reunião em Brasília, mas segundo a Casa Civil, o repasse não aconteceu.

Diário do Nordeste