No levantamento, o órgão americano afirma que as condições provavelmente vão se desenvolver durante o outono do Hemisfério Norte e poderão se prolongar durante o inverno 2016/17. A ocorrência de La Niña deverá vir após um El Niño forte que se dissipou há poucos meses, depois de ter causado danos em lavouras ao redor do mundo, inclusive com prejuízos à produtividade no Centro-Oeste do Brasil.
O La Niña geralmente é menos prejudicial que o El Niño, sendo caracterizado por temperaturas abaixo da média na superfície do Oceano Pacífico equatorial. O La Niña tende ocorrer a cada dois ou sete ano, de maneira imprevisível. Ocorrências fortes estão ligadas a secas e enchentes, dependendo da região do planeta.
No Brasil, o La Niña é favorável às chuvas na região Nordeste e desfavorável no Sul nos meses de verão e outono, o que poderia colocar em risco produtividades das lavouras de grãos em importantes Estados produtores como Paraná e Rio Grande do Sul.
Ceará
Em contato com a Funceme, o órgão informou que os dados não trazem grandes impactos ao Ceará. O período em que o Noaa aponta a ocorrência de Lã Ninã ocorre em diferentes meses da quadra chuvosa cearense que passa por março, abril e maio. O órgão também informou que possui boa relação com o órgão internacional e recebe mensalmente os relatório da instituição.
A Funceme adverte que ainda está cedo para emitir qualquer prognóstico. De acordo com o monitoramento da Temperatura de Superfície do Mar (TSM) do Oceano Pacífico, há maiores chances de La Niña (resfriamento) neste segundo semestre de 2016 até o início de 2017 e uma maior chance da condição de neutralidade durante o trimestre do ano que vem, período que coincide com os meses de maiores médias de precipitação na quadra chuvosa.
O órgão do Estado aponta que a provável neutralidade nas temperaturas do Pacífico entre os meses de março, abril e maio de 2017 merecem atenção. De acordo com o meteorologista David Ferran, desde 1950, condições de neutralidade no trimestre em questão ocorreram em 38 anos, dos quais, no Ceará, houve seca em 12, as chuvas ficaram na média em 13 e os outros 13 foram chuvosos.
Diário do Nordeste