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"Ninguém percebeu, estávamos todos prontos para pousar em um pouso normal", disse Erwin Tumiri

"Ninguém percebeu, estávamos todos prontos para pousar em um pouso normal", disse Erwin Tumiri

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
05/12/2016 às 11h49 Atualizada em 05/12/2016 às 11h49
Foto: Reprodução
"Eles disseram: afivelem os cintos que vamos pousar. Todo mundo voltou para sua poltrona, as luzes se apagaram, começou a vibrar, e eu pensei que nós estivéssemos pousando, um pouso normal, eu pensei que era isso, mas não foi", acrescentou. Pouco antes da queda, ele disse que estava conversando com o técnico, que o estava ensinando a falar português.
O tripulante boliviano admitiu que perguntou ao piloto se eles iriam parar para abastecer em Cobija . "Eu supus que ele (o piloto Miguel Quiroga) soubesse o que fazer". 
Questionado, Tumiri declarou ser preciso que decisões durante o voo "não sejam tomadas de maneira tão individual", ao se referir sobre a escolha de permanecer até o destino final do percurso. "A tripulação teria que saber", acrescentou.
Ele ainda disse que viu muitos corpos espalhados, mas que não tinha o que fazer porque não havia sinais de vida. "Eu me preocupava com que o avião fosse explodir ou se desmanchar", revelou. 
Antes de concluir a entrevista, Erwin anunciou que deseja ser piloto de avião e, para isso, vai continuar seu curso de pilotagem. Quando se recuperar, o técnico reconheceu que vai seguir com seu trabalho. 
"Um dia, quero ir lá pra Chapecó, conhecer a cidade, porque, às vezes, eu sinto como se eu tivesse sido salvo por eles, como se eles estivessem dado suas vidas pela minha", admitiu, antes de concluir o depoimento ao Fantástico.

Redação Web