De acordo com executivos da empreiteira, duas pessoas próximas ao governador foram intermediárias dos repasses ilegais para as campanhas. Uma delas seria o cunhado de Alckmin, o empresário Adhemar Ribeiro, na primeira campanha; e a outra seria o secretário de Planejamento do Governo, Marcos Monteiro, quatro anos depois.
Somente Adhemar teria recebido R$ 2 milhões em espécie. Já o valor recebido por Marcos, chamado nas negociações como "MM", não foi descoberto pelo jornal.
No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não constam doações diretas da Odebrecht à conta das candidaturas de Alckmin. O mais próximo disso são doações da Brasken, petroquímica aliada à empreiteira investigada na Lava Jato. Em 2010, o repasse foi de R$ 100 mil, e em 2014, de R$ 200 mil.
Procurado pela Folha para explicar a denúncia da Odebrecht, o governador Geraldo Alckmin afirmou, através da assessoria de comunicação, que "é prematura qualquer conclusão com base em informações vazadas de delações não homologadas".
José Serra teira recebido R$ 23 milhões
Em agosto foi revelado que outro cacique dos tucanos, o ministro das relações exteriores José Serra teria recebido R$ 23 milhões da empreiteira, também para caixa dois. Nas declarações, os executivos da Odebrecht afirmaram, ainda na proposta de delação, que o pagamento se deu para a campanha presidencial de 2010.
Redação Web