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Heitor dá entrada em ação no MPF contra aumento do IPVA

Heitor dá entrada em ação no MPF contra aumento do IPVA

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
16/01/2017 às 22h19 Atualizada em 16/01/2017 às 22h19
Heitor dá entrada em ação no MPF contra aumento do IPVA
Foto: Reprodução
“O Governo não pode estabelecer alíquotas diferenciadas para um tipo de carro e utilização do carro porque é inconstitucional cobrar IPVA com relação a cavalo-vapor. O carro quando vai ficando velho vai diminuindo o valor do IPVA e o cavalo-vapor não muda nunca. Espero que a ministra Cármen Lúcia tenha a mesma agilidade em dar liminar para proteger o contribuinte como deu em relação a liminar que suspendeu os efeitos da extinção do TCM”, argumenta, no ofício protocolado no MPF.
Heitor Férrer é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extinguiu o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM). No entanto, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, por meio de liminar, suspendeu os efeitos da emenda constitucional no fim de 2016, e o o órgão segue em funcionamento normal até decisão do relator da ação, ministro Celso de Melo.

Variações
A Lei que aumentou a alíquota do IPVA foi aprovada no final de 2015 e passa a valer neste ano. A legislação aumenta a alíquota de veículos de maior potência e a mantém para os veículos de baixa potência, como carros de motor 1.0. Veículos ciclomotores, motonetas, motocicletas e triciclos de 125 a 300 cilindradas passaram de 2% para 3%; aqueles acima de 300 cilindradas, de 2% para 3,5¨%; já automóveis, camionetas, caminhonetes e utilitários de até 180 cavalos saltaram de 2,5% para 3%; acima de 180 cavalos, de 2,5% para 3,5%.
No ofício, Heitor Férrer pede que a minuta de ADI seja apreciada e manejada “o mais rápido possível” pelo procurador-geral da República no Ceará, Samuel Mirada Arruda, “para amortecer as lesões e prejuízos que o contribuinte cearense vem sofrendo”.
Em defesa do Governo do Estado, o vice-líder da base governista na Assembleia, deputado estadual Julinho (PDT), afirmou que a atitude de colocar parâmetros diferenciados na legislação visa justamente fazer justiça social. “Quem tem mais paga mais do que tem menos”, explicou. Ele admite, contudo, que se o Supremo averiguar qualquer tipo de inconstitucionalidade, é preciso modificar a Lei.

Diário do Nordeste