Na sexta (17), a página completou um ano, e a Operação Lava Jato, três. No vídeo, Moro agradeceu pelos comentários na página, que, segundo ele, "foi criada em um momento muito difícil". "[A página] ajudou em um momento muito tenso para que nós realizássemos essa travessia, sabendo que nós contávamos com o apoio da grande maioria, talvez a totalidade da população para esses trabalhos que vêm sendo realizados na assim chamada Operação Lava Jato", disse. "A página está completando um ano, continua recebendo essas manifestações de carinho e eu tenho somente que agradecer a todos vocês", concluiu.
Na semana em que a página foi criada, em 2016, Moro passou de "herói" - exaltado em cartazes e gritos de guerra durante manifestações espalhadas pelo país a favor do impeachment de Dilma Rousseff- a alvo de polêmica, após ter suspendido o sigilo de conversas telefônicas do ex-presidente Lula interceptadas pela Polícia Federal, que atingiram Dilma.
Na época, o então ministro do STF e relator da Lava Jato Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo no início do ano, determinou que Moro encaminhasse todas as investigações envolvendo o ex-presidente para o tribunal e decretou sigilo nas interceptações telefônicas envolvendo o petista.
Moro admitiu que poderia ter errado no entendimento jurídico adotado no caso, mas pediu "respeitosas escusas" ao Supremo pelos efeitos causados com a divulgação de escutas e disse que não houve motivação político-partidária.
Folhapress