"Fui denunciado por corrupção passiva sem jamais ter recebido valores. Onde estão as provas concretas? Inexistem", criticou Temer. O presidente também disse que a gravação de uma conversa sua com o dono da JBS, Joesley Batista, é uma 'prova ilícita' que não pode ter validade jurídica na acusação contra ele. "Basta ler na Constituição, é prova ilegal", ponderou.
"Estão reinventando o Código Penal e apresentando uma nova modalidade de prova, por ilação. Assim, se eu aparecer em uma fotografia ou conversar com alguém que se mostra corrupto posteriormente, já serei presumidamente considerado corrupto também", ironizou o presidente.
Críticas a Marcelo Miller
Em seu pronunciamento, Temer também criticou o ex-procurador e braço direito de Rodrigo Janot na Lava-Jato, Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público para atuar no escritório que negociou o acordo de leniência da JBS. Segundo o presidente, Miller 'ganhou milhões' em poucos meses para garantir aos patrões um 'acordo benevolente'.
"Esta delação premiada da JBS gerou uma impunidade nunca antes vista. Joesley confessou uma série de crimes e segue impune, tudo assegurado pela PGR. E se esses milhões que ele ganhou não fossem só para ele? O que aconteceria se estes valores não fossem apenas para um assessor de confiança do procurador-geral?", questionou o presidente.