Da decisão do juiz eleitoral cabem recursos para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com o prefeito podendo car no cargo até a decisão nal, pois, depois da manifestação do TRE, ele ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e até ao Supremo Tribunal Federal (STF), se a defesa encontrar meios de alegar ofensa à Constituição Federal.
Na Aije, os promoventes acusam que Carleone Júnior de Araújo, durante o primeiro mandato como prefeito, aproveitou-se de influência política e do uso de recursos do erário municipal e privado para praticar "condutas graves que violaram o princípio da isonomia no processo eleitoral em prol da sua candidatura e chapa, influenciando no resultado da eleição". Eles fazem referência, na ação, a uma "distribuição gigantesca de cestas básicas por ocasião do aniversário da cidade em 2016". O mesmo teria ocorrido em comemoração ao Dia do Trabalhador.
A acusação também argumenta que houve gasto, no primeiro semestre, acima da média dos três últimos semestres dos últimos anos; fraude na composição do DRAP, em que foram cadastradas como candidatas mulheres apenas como forma de burlar a legislação eleitoral; pesquisa eleitoral sem registro e demissão sem justa causa de servidores contratados como forma de punição por não terem votado nele.
A defesa da chapa eleita negou as acusações. Sobre a distribuição de cestas básicas, por exemplo, disse no processo que não há que se falar em irregularidade, uma vez que o Município dispõe de um "programa de assistência social contínuo, há anos, devidamente regulamentado por leis municipais, que envolve a distribuição de cestas básicas, fraldas, urnas funerárias e outros bens básicos e necessários ao mínimo existencial a que tem direito todo ser humano".
As eleições em Frecheirinha tiveram resultado apertado em favor do prefeito eleito. Carleone Júnior (PP) venceu o pleito com 4.929 votos, o equivalente a 50,65% do total de sufrágios válidos. Seu adversário, Helton Luís (PDT), teve 4.803 votos, ou seja, 43,35% do total.
Diário do Nordeste