Eunício suspende sessão plenária da reforma trabalhista
Eunício suspende sessão plenária da reforma trabalhista
Por: Thiago Rodrigues
11/07/2017 às 14h55Atualizada em 11/07/2017 às 14h55
Foto: Reprodução
Por volta do meio-dia, o plenário já contava com 46 senadores presentes e a reforma já podia ser votada, mas o tumulto causado pelo protesto de oposicionistas impediu o prosseguimento da sessão.
Ao anunciar a suspensão, Eunício recebeu apoio de senadores governistas e reação negativa dos parlamentares da oposição. A sessão para votação da reforma trabalhista será retomada "quando a ditadura deixar", segundo declarou Eunício.
Inicialmente, Eunício proibiu o acesso da imprensa e de assessores parlamentares ao plenário e determinou o apagar das luzes, o corte do som dos microfones e o desligamento dos ar-condicionados.
9 senadoras ainda ocupam mesa
Até às 13h45, nove senadoras da oposição seguem ocupando as cadeiras da mesa do Plenário, mais de uma hora após a suspensão da sessão. São elas:
Fátima Bezerra (PT-RN) (ocupa o lugar do presidente do Senado)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
Maria do Rosário (PT-RS)
Benedita da Silva (PT-RJ)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Vanessa Graziotin (PCdoB-AM)
Regina Sousa (PT-PI)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Eunício havia chegado ao Senado pouco depois das 12h para a sessão de votação da reforma trabalhista. Mas a cadeira da presidência não foi desocupada pelas senadoras da oposição, que se revezam na presidência da Casa.
Plano B
De acordo com Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), os senadores estão discutindo com o presidente Eunício Oliveira a possibilidade de a sessão ser transferida para o auditório Petrônio Portela, onde cabem mais pessoas que as galerias do Plenário.