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Deputados cearenses querem presença de força federal no Ceará para combater facções

Deputados cearenses querem presença de força federal no Ceará para combater facções

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
31/08/2017 às 11h31 Atualizada em 31/08/2017 às 11h31
Deputados cearenses querem presença de força federal no Ceará para combater facções
Foto: Reprodução
O deputado estadual Vitor Valim (PMDB) voltou a defender a “federalização” dos crimes praticados pelas facções. Para ele, também se torna necessário o envio urgente de tropas federais ao Ceará para auxiliar as polícias Civil e Militar no combate à violência desenfreada  no estado. Ele acredita que a Força Nacional de Segurança e até mesmo as Forças Armadas sejam necessárias para conter o avanço do crime, à exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro.
Já o deputado federal Cabo Sabino (PR) também defendeu a presença da Força Nacional de Segurança no Ceará. Ele lamentou a constatação feita pelo Ministério Público de São Paulo que apontou o estado como o segundo com o maior número de criminosos do PCC.  São cerca de seis mil bandidos atuando no estado, responsável por constantes ataques a bases da segurança Pública, veículos do transporte coletivo e agências bancárias, além dos crimes de execução sumária.

Reportagem
A matéria foi veiculada nesta quarta-feira (30) no telejornal Bom-Dia Brasil, da Rede Globo de Televisão, e apontou que, somente nos primeiros seis meses de 2017, o Ceará registrou, nada menos, que 2.229 Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs), que são os casos de homicídios, latrocínios (roubo seguido de morte) e lesões corporais que causam óbitos.
De acordo com levantamento feito pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, três estados nordestinos aglutinam, hoje, cerca de 6 mil bandidos do PCC e o Ceará é o primeiro entre eles no número de criminosos da facção.
O promotor de justiça Linconl Gakyia, do MP-SP, afirma que as facções estão ligadas umbilicalmente ao tráfico de entorpecentes e a “guerra” travada entre elas, inicialmente apenas dentro das cadeias, agora se expandiu para as ruas das cidades e as mortes estão impactando nas estatísticas dos homicídios no País e, em especial, no Nordeste”.


Fernando Ribeiro