Segundo o Gaeco, o modo de atuação do PCC em Goiás copia o formato paulista, já implementado em diversos outros Estados: quem está fora sustenta quem está dentro.
A situação penitenciária preocupa a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, que viaja na próxima semana a Goiás para fazer uma blitz no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), onde um confronto entre detentos na segunda-feira (1º) deixou nove mortos e 14 feridos. Outra blitz no Acre também está nos planos.
Cármen também vai agendar reunião em Brasília com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, e governadores dos 26 estados e do Distrito Federal para tratar da crise penitenciária. O pedido foi feito pelo governador goiano, Marconi Perillo (PSDB), com quem a presidente do STF conversou por telefone na quarta-feira (3).
PCC
A pauta carcerária tem sido uma das principais bandeiras de Cármen Lúcia, que visitou 14 presídios em um ano à frente do CNJ. Cármen prometeu também que até abril o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP 2.0) deverá ser estendido a todos os Estados. A plataforma desenvolvida pelo CNJ, que reúne informações processuais de presos, já foi implementada em Roraima.
Estadão