No dia 25 de janeiro, uma quinta-feira, André Costa foi alertado que aconteceria um evento no “Forró do Gago”, casa de show onde — em 27 de janeiro — foram vitimadas 14 pessoas em uma chacina. O servidor público informava que o local era reduto de festas patrocinadas por facções criminosas e pedia que a Secretaria de Segurança do Ceará fizesse uma blitz nos arredores do clube.
O escrivão, na conversa, confundiu-se apenas com o dia, dizendo 28, quando na verdade o evento seria 27/01 (sábado). Ou seja, André Costa soube com dois dias de antecedência que iria ter uma festança organizada por facção criminosa e nada fez. A resposta do secretário seria motivo de demissão em qualquer parte do País. “[Nome do escrivão], valeu pela dica. Vamos ver se conseguimos efetivo para uma ação na área. Valeu pela dica. TMJ! [que significa tamo junto]”, encerrando a conversa com figurinhas de uma faca, uma caveira e um soco.
Ceará News 7