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Barroso prorroga por mais 60 dias inquérito que investiga Temer sobre Decreto dos Portos

Barroso prorroga por mais 60 dias inquérito que investiga Temer sobre Decreto dos Portos

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/02/2018 às 20h24 Atualizada em 27/02/2018 às 20h24
Barroso prorroga por mais 60 dias inquérito que investiga Temer sobre Decreto dos Portos
Foto: Reprodução
Na ação, além do presidente Michel Temer, são investigados no mesmo inquérito o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, donos da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.
Em janeiro, ao responder por escrito aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso, a defesa do presidente Temer declarou que ele nunca foi procurado por empresários do setor portuário para tratar da edição do decreto. Sobre o ex-deputado Rocha Loures, um dos investigados no inquérito, Temer disse que nunca o autorizou a fazer tratativas em seu nome. "Peço vênia para realçar a impertinência de tal questão, por colocar em dúvida a minha honorabilidade dignidade pessoal", escreveu.
Vazamento de dados
Na mesma decisão, Barroso determinou abertura de investigação sobre o vazamento de dados do inquérito, com base em uma reportagem publicada hoje pelo jornal O Globo. Segundo a publicação, o ministro teria autorizado a quebra do sigilo dos investigados. A investigação deverá apurar o responsável pelo rapasse da informação ao jornalista que fez a matéria.
“Quanto ao fato de o jornal ter divulgado notícia sobre esta investigação que, se verdadeira, contém informação protegida por sigilo, existindo dever funcional de preservar tal condição, entendo tratar-se ou de vazamento ou de divulgação de informação falsa”.
Segovia
Roberto Barroso também se manifestou sobre o pedido feito ontem (26) pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que fosse concedida uma medida judicial para que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, se abstenha de “qualquer ato de ingerência sobre a persecução penal em curso”.
A manifestação da procuradora foi motivada por um pedido de parecer feito pelo ministro e ocorreu duas semanas após uma entrevista na qual Segovia disse que, no inquérito em que o presidente Michel Temer e outros acusados são investigados pela PF, com autorização do ministro Barroso, os "indícios são muito frágeis" e sugeriu que o inquérito "pode até concluir que não houve crime".
Ao decidir a questão, o ministro afirmou que o diretor-geral já informou que não fará mais comentários sobre a investigação.
“Já manifestou ele, por escrito nos autos, e oralmente perante este relator, o compromisso de não interferir em qualquer medida no inquérito em curso. Considero-o, portanto, devidamente ciente de que deve se abster de qualquer pronunciamento a respeito”, decidiu o ministro.
Agência Brasil