Apesar disso, Filizola diz que ainda é cedo para se preocupar com as mudanças nos preços dos remédios. "A partir do dia 31 o reajuste é aplicado, mas demora um pouco, em torno de 15 dias, para consumidores verem na prática essa alteração", assinala.
De acordo com ele, a variação é a menor dos últimos 10 anos e não deve impactar no consumo de medicamentos. "Não há por enquanto uma movimentação maior de pessoas nas farmácias. Os consumidores não estão tão preocupados como nos outros anos porque o reajuste é muito pequeno e segue a inflação em queda. Os medicamentos têm subido abaixo da inflação. Eu não acredito que isso vai fazer uma diferenciação na vida das pessoas", explica.
Pesquisa
Apesar da variação não ser tão elevada quanto em anos anteriores, os consumidores precisam ter atenção na hora da compra. Existem ferramentas que orientam as pessoas a comprarem nos estabelecimentos onde os preços estão mais em conta. "Essa economia é natural. Alguns produtos genéricos e similares concorrem entre si. Há uma variação entre os produtos com o mesmo princípio ativo".
Comparativo de preços
Para facilitar a vida do consumidor, existem ferramentas que comparam os preços dos remédios. É o caso do site "Melhor Farmácia". O preço cobrado pelo mesmo medicamento pode sair até 81% mais barato de loja para loja, segundo levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, instituição de ensino e pesquisa da área farmacêutica. Na avaliação de Andrea Rodrigues, diretora executiva da Melhor Farmácia, a maioria das farmácias deve adotar o reajuste liberado pelo governo no dia 1º de abril.
Diário do Nordeste