Enquanto a representação era apresentada pelo advogado da Adepol, Leandro Vasque, em Brasília, a associação divulgava nota em que reforça o apoio ao delegado afastado. Também é manifestado "o mais veemente" repúdio a atuação do Nuic no caso.
"De maneira absolutamente temerosa e reprovável, na mesma manhã em que se cumpria a busca e apreensão, quando sequer se sabia se algo seria apreendido que pudesse reforçar a veracidade dos indícios não confirmados até o momento, é divulgada nota pública no sítio eletrônico do Ministério Público Estadual (MPCE), com a menção de nomes sobre a sensacionalista manchete: 'MPCE deflagra operação de combate à corrupção no 34° Distrito Policial'", afirma.
Na nota, a Adepol diz que não questiona a investigação, mas reforça as declarações de outras oportunidades em questiona a "espetacularização" do caso, considerando "censurável" a atitude dos investigadores ainda em fase de colheita de elementos.
"Antes mesmo de se encerrar a fase de investigação necessária a deflagração de uma eventual ação penal, a honra, a imagem e a reputação do Delegado Romério, construída ao longo de mais de três décadas de relevantes serviços prestados à sociedade cearense, se viram dolosamente atiradas à lama".
No fim das declarações, a associação cobra a aplicação da lei aos investigadores parafraseando o procurador geral de Justiça do Estado do Ceará, Plácido Rios: "Todos estão sujeitos ao império da Lei". Segundo a ideia da Adepol, os membros do Nuic cometeram os crimes de realizar interceptações telefônicas sem autorização judicial e quebrar o segredo de justiça.
No último sábado, a Associação Cearense do Ministério Público (ACMP) saiu em defesa dos investigadores.
O POVO Online