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Polícia investiga envolvimento do PCC com ocupações em SP

Polícia investiga envolvimento do PCC com ocupações em SP

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
04/05/2018 às 11h29 Atualizada em 04/05/2018 às 11h29
Polícia investiga envolvimento do PCC com ocupações em SP
Foto: Reprodução
De acordo com moradores do prédio que desabou, o Movimento da Luta Social por Moradia (MLSM), responsável pela ocupação do edifício, cobrava até R$ 400 por mês de aluguel a cada morador. O esquema se assemelha ao funcionamento do antigo Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), responsável pela ocupação do Cine Marrocos, localizado no centro da capital paulista. 
Em 2016, as investigações do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) apontaram que o MSTS servia de fachada para o PCC. Durante operação realizada na ocupação do cinema, a polícia encontrou fuzis, carabinas e drogas escondidos num poço de elevador do edifício.
A polícia paulista descobriu que a facção se aproveitava dos sem-teto para manter a polícia distante. A operação da Denarc demorou cinco meses para entrar no prédio, pois havia o receio de que um confronto chegasse a envolver moradores que não tinham relação com o grupo criminoso.
Após a operação, o MSTS foi desmontado e 28 pessoas foram condenadas pelo envolvimento no esquema, incluindo o líder do movimento, Wladimir Ribeiro Brito, apontado como chefe do PCC no centro de São Paulo.
Agora, a polícia suspeita que o esquema da facção continue por meio de outros movimentos, se aproveitando do alto déficit habitacional da cidade.