Entre os casos, um homem que se acidentou e virou cadeirante por um tempo já conseguia correr os 42,2 quilômetros de uma maratona esbanjando disposição física. Em outro caso, um "cego" com carteira de motorista dirigia seu carro livremente pelas ruas. Há também uma gravidez de risco que durou cerca de dez anos.
"Encontramos pessoas absolutamente saudáveis no momento da perícia, que tinham direito ao benefício no momento em que foi concedido, mas que se acostumaram e se acomodaram nessa situação", afirmou Alberto Beltrame, ministro do Desenvolvimento Social, no dia 12 do mês passado, quando apresentou um balanço da operação.
Entre outros abusos, ele citou casos de aposentados por invalidez como o de uma técnica de enfermagem que faltou à perícia porque o atendimento coincidia com seu horário de trabalho e o do porteiro de um clube que foi reconhecido pelo perito.
Com informações do Agora São Paulo