A PF quer rastrear telefonemas do presidente e dos ministros em 2014, ano em que o ex-executivo da Odebrecht Cláudio Mello Filho afirmou, em delação premiada, ter participado de um jantar com Padilha, Marcelo Odebrecht e Temer para acertar repasse ilícito de R$ 10 milhões da empresa para o MDB. As informações são do G1.
Sobre o assunto, Temer já confirmou que o jantar de fato ocorreu, mas sempre negou que tenham feito algum acerto ilícito ou falado de valores. O inquérito em que Temer é investigado apura o suposto pagamento de propina pela construtora Odebrecht em contratos para a Secretaria de Aviação Civil na época em que a pasta era comandada pelo MDB.
O inquérito foi aberto no ano passado, mas Temer só foi incluído entre os investigados em março deste ano. O ministro do STF Edson Fachin, relator do caso na Corte, foi quem decidiu colocá-lo entre os investigados.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou contra o pedido de quebra de sigilo telefônico do presidente. Entretanto, ela se posicionou a favor da quebra para os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha.
Inquérito dos Portos
No inquérito dos portos, ação que investiga se Temer teria assinado um decreto para beneficiar empresas do setor portuário que atuam no Porto de Santos, a PF pediu quebra de sigilos bancários. Na época do pedido, a PGR também foi contra, mas o ministro do STF Luis Roberto Barroso, relator da ação, autorizou a quebra.