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Câmara aprova emenda que isenta famílias de baixa renda de pagamento de contas de luz

Câmara aprova emenda que isenta famílias de baixa renda de pagamento de contas de luz

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
11/07/2018 às 07h38 Atualizada em 11/07/2018 às 07h38
Câmara aprova emenda que isenta famílias de baixa renda de pagamento de contas de luz
Foto: Reprodução
Hoje, a Tarifa Solidária dá descontos escalonados de acordo com a quantidade de consumo. Com 30kWh por mês, é de 65%, até chegar a 10% com o gasto de 220kWh por mês. Segundo a deputada federal Gorete Pereira (PR-CE), a medida é importante diante dos custos elevados da energia elétrica que tem um grande peso no orçamento das famílias de baixa renda.  Com a nova redação, a isenção total passa a atingir todas as famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo.
De acordo com o relator da proposta, deputado Júlio Lopes (PP-RJ), a medida não trará custo adicional para o governo, e que teria sido acordada com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).  Com a nova redação, a isenção total passa a atingir todas as famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo. Lopes respondia a questionamento do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Eu preciso que alguém me informe nessa emenda qual o impacto no orçamento do governo”, afirmou o parlamentar durante a votação.
Pelo projeto, a conta será custeada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A medida, porém, deve ter dificuldade para ser aprovada antes das eleições, já que depois do recesso parlamentar, que começa na próxima semana, os parlamentares devem se voltar para o pleito. Também foi incluído no texto mudança no programa Luz Para Todos em regiões isoladas do país. De acordo com a emenda, em lugares remotos o atendimento de pedidos de ligação será de graça para quem tiver consumo estimado de até 80kWh por mês.
A isenção foi aprovada no meio de projeto cujo objetivo é privatizar as distribuidoras controladas pela estatal no Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima. A operação abre caminho para futura venda da Eletrobras ao setor privado.

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