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MPCE desarticula quadrilha que cometeu golpes em idosos para financiar campanha de prefeito

MPCE desarticula quadrilha que cometeu golpes em idosos para financiar campanha de prefeito

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
18/10/2018 às 09h46 Atualizada em 18/10/2018 às 10h09
MPCE desarticula quadrilha que cometeu golpes em idosos para financiar campanha de prefeito
Foto: Reprodução
A investigação verificou que a organização criminosa subtraiu ao menos R$ 300 mil de idosos. Segundo o promotor de Justiça de Pentecoste, Jairo Pereira Pequeno Neto, o grupo criminoso era chefiado pelo prefeito do Município; pela primeira dama, Maria Clemilda Pinho de Souza; pelo vereador e presidente da Câmara, Pedro Hermano Pinho Cardoso, que também é sobrinho de João Bosco; e pela ouvidora municipal e cunhada do prefeito, Maria Clara Rodrigues Pinho.
Abaixo da família, na estrutura da quadrilha, vinham dois funcionários do Banco do Brasil, Igor de Castro e Silva Marinho e José Elierto Correia, e o casal Maria da Conceição Domingos Sousa e Moisés da Silva Gomes. O grupo é acusado de realizar uma série de estelionatos em idosos do Município, a partir de empréstimos e adiantamentos de 13º salários sem autorização das vítimas.
“As irmãs Clara Pinho e Clemilda Pinho eram as articuladoras da associação criminosa, tendo sido elas as responsáveis por contratar Maria Conceição e sugerir-lhe a aplicação dos golpes; Maria Conceição e Moisés ficaram responsáveis por ganharem a confiança dos idosos, contrair os empréstimos, efetuar os saques e entregar os valores às autoridades; Igor de Castro e José Elierto, responsáveis por alterar as biometrias dos idosos, bem como alterar a margem de contratação de empréstimos e saques nos caixas eletrônicos dos clientes do Banco do Brasil; e João Bosco e Pedro Cardoso, foram os principais beneficiados do esquema, uma vez que todo o dinheiro angariado era destinado as suas campanhas eleitorais”, resume o promotor Jairo Pequeno Neto.
O juiz Caio Lima Barroso determinou o afastamento da primeira dama, do presidente da Câmara e da ouvidora municipal dos cargos por 180 dias, bem como impediu que eles se aproximassem de quaisquer órgãos públicos nesse período. Os dois bancários foram afastados por 60 dias. O prefeito João Bosco teve os bens sequestrados e os oito investigados tiveram o sigilo bancário quebrado, por determinação judicial.
A Promotoria de Justiça de Pentecoste e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio da Polícia Civil, também cumpriram dois mandados de busca e apreensão, na Câmara dos Vereadores e na residência de Clara Pinho e Pedro Cardoso. Documentos e mídias foram apreendidos para investigação.

Diário do Nordeste