A investigação também descobriu que o Cobalt utilizado pelos bandidos foi não só clonado, como também modificado. As maçanetas, por exemplo, eram de uma cor pouco comum no modelo original. O formato da janela também era diferente.
No inquérito, a principal linha de investigação envolve o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando Oliveira Araújo, o Orlando de Curicica, que está num presídio federal. Os dois negam qualquer envolvimento. Uma testemunha disse ter visto Orlando pedir o telefone de um matador de aluguel para que ele resolvesse um problema de Siciliano. O depoimento não esclarece qual seria esse problema.
A polícia também investiga, segundo o "RJ TV", um grupo de matadores de aluguel, formado por PMs, ex-policiais e milicianos. Entre eles estaria um major, que já prestou depoimento. De acordo com agentes da Divisão de Homicídios, ele esteve na região do crime seis dias antes da execução. Mas, à polícia, negou a informação. No dia seguinte ao duplo assassinato, viajou para o Nordeste.
Nesta quarta-feira, a Anistia Internacional divulgou um levantamento de todos os passos da investigação ao longo de oitos meses. A entidade diz que há pelo menos 16 perguntas sobre o crime que permanecem sem respostas, e, por isso, pediu uma investigação independente do caso.
Agência Globo