Detalhes da investigação que já monitorava a quadrilha há cerca de quatro meses não foram revelados, segundo o secretário, uma vez que essa apuração é comandada pela Polícia Civil do Estado de Sergipe. “Não temos autorização para repassar dados sobre a investigação que é conduzida naquele Estado. O que a gente pode antecipar é que boa parte dos criminosos, dos que foram presos e mortos já identificados, são pessoas com diversos antecedentes criminais, por outros roubos, tráfico, inclusive com outros roubos a banco na Bahia e em Sergipe mesmo”, disse.
Segundo André Costa, a investigação repassada à Polícia cearense não apontava o uso de reféns por parte dos criminosos, por isso não era de conhecimento da operação no Estado a presença das famílias sequestradas. “Nada foi repassado em relação a reféns. As informações da investigação vieram de Sergipe e nada foi tratado a cerca da existência de reféns”, reforça.
Para o gestor, a dinâmica do fato ainda não estabelecida impede uma conclusão sobre a conduta realizada pelos policiais, reafirmando a necessidade de aguardar o fim da investigação e dos trabalhos periciais para esse resultado.
Assistência
Ainda segundo o secretário de segurança, o Governo do Estado prestará assistência à família das vítimas através da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Direitos Humanos. “A gente lamenta muito o ocorrido. Sentimos muito por essas perdas, de pessoas inocentes. Todos nós policiais, somos também pais, filhos, irmãos, amigos, e a gente sabe como é a perda de pessoas queridas”, diz André Costa.
Diário do Nordeste