Temer disse ainda não acreditar que o futuro presidente vá fazer na área econômica nada diferente do que vem sendo feito pelo atual governo. "Uma coisa é a campanha eleitoral, outra é o exercício da presidência. No campo econômico, não deverá haver mudanças", disse.
Essa percepção foi compartilhada pelo presidente, segundo ele, a outros países no encontro dos BRICS que aconteceu durante o G20, realizado no início do mês em Buenos Aires. "Eu os tranquilizei com relação ao futuro do país". Com relação às reformas econômicas que pretendia fazer, o presidente lamentou não ter conseguido levar adiante as mudanças na Previdência.
Ele atribui essa dificuldade ao episódio em que foi gravado por Joesley Batista, em maio de 2017. "Naquela ocasião, já estava tudo aparelhado para a votação da reforma em dez dias, quando houve essa trama muito bem urdida contra mim. Atrapalhou a mim, mas mais do que isso, atrapalhou o Brasil. Tive uma resistência fenomenal. Eu soube resistir. O tempo é o senhor da razão e hoje as coisas estão vindo à luz", disse.
UOL