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15 homens estão na lista dos principais criminosos à solta

15 homens estão na lista dos principais criminosos à solta

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
17/12/2018 às 15h25 Atualizada em 17/12/2018 às 15h25
15 homens estão na lista dos principais criminosos à solta
Foto: Reprodução
Quinze homens figuram na lista dos mais procurados do Ceará. Todos eles chegaram a tal posição devido às participações em crimes de grande repercussão e comoção na sociedade. Há quem já tenha sido preso anteriormente e fugido da prisão e quem desafia constantemente as autoridades, aparecendo em público mesmo ao saber que o rosto está estampado com os dizeres "à procura".

Pré-requisitos
Conforme o chefe do gabinete da Polícia Civil do Estado do Ceará, delegado Sérgio Pereira dos Santos, para ser um dos mais procurados pelas forças da Segurança Pública, não é necessário ter extensa ficha criminal. Os critérios na hora da escolha vêm de estudos formulados pelas Inteligências das Polícias Civil e Militar.
"Tráfico de drogas e assaltos a bancos são os crimes mais comuns dentre eles. E a verdade é que esses dois delitos se interligam entre si. Quando falta dinheiro para comprar droga, a forma mais rápida de se capitalizarem novamente é assaltar bancos", disse Sérgio Pereira.
O delegado conta que na lista não faltam membros de facções criminosas. Aqueles que já passaram pelo Sistema Penitenciário e se evadiram do cárcere de forma ilegal são costumeiramente vistos envolvidos em novas práticas delituosas.
Dos que já estiveram na lista, foram presos e reincidiram estão: Jeremias Ávila Frota, Olívio Beserra Queiroz, Enilton Cordovil Coelho, Marcos de Oliveira Silva, Douglas Aparecido Piovesan, Anilson Ricardo Neys e o paraguaio Pastor Florêncio Cabral Gimenez. Parte fugiu junta, da Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) I, em Itaitinga, no mês de março de 2016.

Repercussão
Sérgio Pereira citou que o mais recente a entrar para a lista foi Francisco Alberto Nobre Calixto Filho. No dia 1º de janeiro de 2018, ele matou a ex-companheira Stefhani Brito, de 22 anos. Momentos antes de morrer, ela teria ido para a casa do rapaz a seu pedido, em uma tentativa de proteger seus familiares.
"O caso desse Calixto é um dos que causou instabilidade na sociedade diante da repercussão. Consideramos também que essa pessoa pode voltar a praticar delitos diante do comportamento visto. Na lista, tem vários faccionados, alguns velhos conhecidos nosso. Divulgamos as imagens para que a população ajude a identificar, mas a nossa orientação é nunca agir sozinho, porque todos são muito perigosos", destaca.
Conforme o delegado, há esforços concentrados nas buscas dos 15 mais procurados. Quando os agentes recebem informações sobre possíveis paradeiros de algum destes, costumam ser deflagradas as operações.
"Não é sempre que temos notícias deles. Fazemos divulgações de âmbito nacional, trocamos informações com outras inteligências e se houver indício que existe possibilidade de se ausentar do País, entramos em contato com a Polícia Federal e a Interpol. Geralmente, eles permanecem na lista até serem pegos", acrescentou Pereira.

Diário do Nordeste