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Futuro de Temer fica complicado com denúncia por corrupção

Futuro de Temer fica complicado com denúncia por corrupção

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
20/12/2018 às 13h54 Atualizada em 20/12/2018 às 13h54
Futuro de Temer fica complicado com denúncia por corrupção
Foto: Reprodução
Dodge requer que, a partir de janeiro, quando Temer deixar o Planalto, a denúncia passe a tramitar perante a 10ª Vara Federal no Distrito Federal. Se a denúncia for recebida pela Justiça, o emedebista se torna réu. Ele já é alvo de outras duas denúncias, feitas no ano passado pelo então procurador-geral, Rodrigo Janot, sob acusação de corrupção e de integrar organização criminosa.
A investigação foi aberta em 2017 para investigar um decreto editado por Temer. As investigações derivaram da delação de executivos da JBS. Segundo a denúncia, empresas como a Rodrimar, que opera no Porto de Santos, conhecida área de influência do MDB, foram beneficiadas pelo decreto. Os investigadores apontaram a Rodrimar como uma das empresas que pagaram propina a Temer por meio de empresas Argeplan, Eliland do Brasil, PDA Administração e Participação e PDA Projeto e Direção Arquitetônica, ligadas ao coronel João Baptista Lima Filho, aposentado da PM paulista e amigo do presidente há mais de 30 anos.
Junto com Temer, foram denunciados os responsáveis pela Rodrimar e pela Argeplan, Antônio Celso Grecco e o coronel Lima, além do ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, o executivo Ricardo Mesquita e Carlos Alberto da Costa, sócio do coronel. A acusação aponta movimentação indevida de R$ 32,6 milhões. Em nota, o Planalto divulgou que "o presidente Michel Temer provará, nos autos judiciais, que não houve nenhuma irregularidade".