Segundo o deputado, o foco principal do bloco são reformas como a Tributária e a da Previdência, tidas como prioridade pela equipe econômica do presidente eleito. “A ideia é abrir um diálogo com a população brasileira, porque são projetos que vão mexer com a vida de muitos trabalhadores”. Quanto às privatizações, o posicionamento é irredutível. “Se querem privatizar Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Correios, não tem diálogo. Se nós vendermos todas as empresas públicas, só pagamos um ano de juros. O câncer do Brasil é a dívida pública, que tira 51% do orçamento do País”, disse o líder do PDT.
Oposição
Apesar de ter a maior bancada da Câmara na próxima legislatura, com 56 deputados, o PT tem no surgimento do bloco a consolidação de uma disputa por protagonismo na oposição ao governo Bolsonaro. No momento, os partidos dialogam com PPS, PV e Rede, que elegeram 13 deputados (oito do PPS, quatro do PV e um da Rede) e também podem integrar a frente de oposição.
Confira a nota na íntegra
O Partido Socialista Brasileiro, o Partido Democrático Trabalhista e o Partido Comunista do Brasil, através dos líderes de suas bancadas na Câmara dos Deputados, anunciam que, na próxima legislatura, comporão um bloco partidário que fortaleça as posições políticas e a ação parlamentar desses partidos que têm identidade histórica e mais aqueles que eventualmente ao bloco queiram se reunir. Reafirmam, assim, que farão oposição ao governo eleito, em conformidade com o resultado e o desejo expresso pelas urnas, da defesa da Democracia, dos direitos sociais, dos valores éticos e republicanos, e defenderão ideias e propostas a favor dos interesses do país.
Reação e desdém
Pouco depois da publicação da nota, Jair Bolsonaro ironizou a formação do bloco em sua conta no Twitter. “PDT, PSB e PCdoB confirmam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara. Se me apoiassem é que preocuparia o Brasil”, disse o presidente eleito. “Não darei a eles o que querem!.”