Há exatamente um mês, 14 pessoas, incluindo seis reféns, eram mortos em uma das maiores tragédias do Ceará, durante uma tentativa de assalto a banco em Milagres.
O que ocorreu em Milagres segue sem as devidas respostas, enquanto o governo do estado tenta estancar a sangria do que que já é a maior onda de violência da história cearense. Com apenas sete dias do novo governo, Camilo Santana (PT) já tem em solo cearense policiais da Força Nacional e até militares da Bahia.
No dia 7 de dezembro de 2018, Milagres viveu a madrugada mais sangrenta da cidade que este ano completa 173 anos. Oito pessoas acusadas de participar da ação criminosa no ano passado estão presas. Na cidade, a rotina volta ao normal aos poucos, mas o clima de tensão ainda é relatado por moradores.
No entorno dos bancos que seriam o alvo dos assaltos, as marcas do confronto com a polícia ainda podem ser vistas nos postes, muros e placas. Ganhou repercussão o caso de uma pequena comerciante que disse querer protestar o estado após um tiro destruir sua televisão.
O caso de repercussão internacional ainda deixa dúvidas sobre a origem dos tiros e a potencial falta de organização estratégica da abordagem tendo em vista que a polícia já estava preparada para receber os bandidos.
Após ser eleito com mais de 80% dos votos, Camilo Santana tem o maior desafio dos últimos quatro anos e e possivelmente o problema central do seu novo mandato. A Segurança Pública no estado passa também pelas decisões do secretário da pasta, André Costa, que após críticas permanece no cargo até segunda ordem.
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