De acordo com o relatório da apreensão obtido pelo O POVO Online, a vistoria resultou na apreensão de quatro pés de maconha, 350 gramas de substância semelhante a ureia, 20 pedras de crack, nove embalagens de maconha prontas para a venda, 3,40 gramas de cocaína, sementes de maconha, prensa para droga, duas facas, galhos de maconha secos, uma arma de fogo modelo garruncha, uma espingarda, duas balanças de precisão, quatro celulares, uma agenda com anotações, um coldre de revólver, um receptor de sinal de TV a cabo, dois pendrives e um jogo de chaves, sendo duas de motocicletas e duas mistas. Todo o material foi mandado para delegacia de Guaramiranga e será encaminhado à Controladoria Geral de Disciplina (CGD) para apuração.
Conforme a fonte ouvida pelo O POVO Online, a unidade é investigada como ponto de tráfico de drogas. No entorno e dentro da unidade foram encontrados os entorpecentes e armas. As plantas de maconha se encontravam no teto da cadeia, enquanto as armas e drogas embaladas estavam dentro da unidade. "Há muito tempo não havia vistoria na unidade", afirma.
Conforme a fonte, a investigação segue a linha que as visitas recebiam a droga na unidade, colocavam nas partes íntimas e, em seguida, saíam da cadeia para vender o entorpecente em Pacoti e na região do Maciço de Baturité. O inquérito é sigiloso, mas a unidade é investigada como a maior distribuidora de droga da Cidade.
As ações de vistoria e "pente fino" nas unidades têm sido intensificadas após ordem do novo secretário Luís Mauro Albuquerque Araújo, da Secretaria da Administração Penitenciária. As mudanças também acompanham a retirada de televisores e apreensão de celulares nos presídios da Região Metropolitana. O secretário também anunciou que as unidades prisionais não serão mais divididas por facções.
O POVO Online